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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dia de casal

Hoje é dia dos namorados. Aquela coisa que boa parte dos solteiros odeiam e evitam a todo custo. Eu já odiei essa data mas... isso é passado - HAHAHA *exentricidade*. Vou usar o post pra mostrar os meus casais preferidos em várias categorias:A primeira de todas é a categoria vida real <3

Lola ( Victoria Abril ) e Carmen ( Penelope Cruz ) as duas entidades, céu e inferno respectivamente, de Sem Notícias de Deus formam um casal de um patamar espiritual muito engraçado por sinal

Régine e Win do Arcade Fire, a união resultou em grandes músicas

Lisa e Milhouse, relações que "começam" na infância são engraçadas

Effy e Freddie, praticamente uma relação sádica da parte dela mas o amor falou mais alto

Não é casal, é trio... fato que Matthew gostava dos gêmeos igual, o filme só cortou algumas partes que provava isso ¬¬

Joe e Clementine provaram que o amor deles era maior do que as diferenças

Os policiais de Bansk *-*

Rony e Hermione cresceram juntos passando pelas infantilidades do amor, negando em algumas partes e aceitando em outras

Oskar e Eli pra mostrar que amor infantil é puro o menino não se importa dela ser uma vampira

Bom, é isso. Quem tem seu par hoje é dia de abraçar, beijar, comer chocolate... pra quem é solteiro o negócio é fingir que é um dia comum e pegar alguns filmes de terror.

sábado, 30 de maio de 2009

Filosofia do Sangue


Lestat é mesmo uma figura. Quer ser santo! (sério), tem seus princípios e não gosta de ser visto como uma criatura má pelos vampiros e mortais com quem convive.
Na Fazenda Blackwood Lestat estava vivendo confortavelmente com Quin Blackwood, por quem estava apaixonado. Quin, por sua vez, um vampiro recém transformado, não queria se desapegar da família mortal mesmo agora que havia se tornado um vampiro mantendo segredo de sua verdadeira condição para os parentes e empregados da mansão.
Tudo estava bem até o aparecimento da jovem Mona Mayfair, ex namorada de Quin, muito doente, à beira da morte. Ela consegue fugir do Centro Médico Mayfair, onde estava internada a dois anos em situação crítica para morrer ao lado do homem que amava. Quin fica muito abalado e decide transforma-la em uma vampira. Como nunca tinha transformado alguém antes pede para que Lestat o faça.
Com o despertar pra nova vida, Mona se sente mais determinada em sua vontade de descobrir a verdade sobre um segredo familiar envolvendo sua filha desaparecida com um povo chamado de Taltos. Então a história dos vampiros se cruza com a dos bruxos Mayfair cuja trajetória repleta de segredos e poder se esconde por trás de uma família muito bem sucedida no mundo todo com suas empresas multimilionárias.
É uma história boa de se ler. Anne Rice aqui segura um pouco a ação pra mostrar seus temas filosóficos que caracterizam seus vampiros. Por exemplo o fato de Lestat ser fascinado pela ideia da redenção, de ser um ser provido de uma forte espiritualidade e passar os seus valores para os seus companheiros imortais, Mona e Quin, ensinando-lhes seus princípios básicos - um deles é que só se deve se alimentar da escória marginal da sociedade. Além disso ainda tem a súbita paixão pela bruxa Rowan Mayfair que o conquista de maneira misteriosa num jogo de entregar e recuar de ambas as partes.
Cântico de Sangue é a última Cronica Vampiresca. Anne Rice mostra mais uma vez seus sofisticados vampiros com sua eterna luta pra sobreviver na eternidade, com sua filosofia própria, com seus detalhes que fazem com que o leitor pense como um vampiro.
Já encontrei um site de download com todas as crônicas. Comecei pela última mas já já vou pra primeira, Entrevista Com o Vampiro. Os autores são incríveis quando criam um mundo todo com detalhes, sem deixar passar brechas. Anne Rice é uma delas, vale a pena conhecer esse mundo de imortais que não são clichês como aqueles vampiros que estamos acostumados a ver no cinema. Recomendado.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Amor de longa data


Estava eu procurando uma imagem pra ilustrar meu post sobre Harry Potter quando encontro um site com textos (aqui e aqui) que diziam que a história era uma forma de introduzir as crianças ao satanismo por conta dos símbolos, objetos e enredo da história. E eu perdi meu tempo lendo. Mas devo confessar que não foi perda total porque as acusações que eu li são todas infundadas.
O cara que escreveu pegava certos trechos do livro como:
"Você acha que os mortos que amamos realmente nos abandonam? Acha que não nos lembramos deles claramente do que nunca nos momentos de grande dificuldade?... Sabe, Harry, de certa forma você viu seu pai na noite passada... Você o encontrou dentro de si mesmo." (Lupin para Harry em Prizioneiro de Azkaban)
que, segundo o autor, se interpreta:
"Esse ensino é feitiçaria padrão, que ensina que ninguém nunca morrer, apenas passa para outra dimensão; nessa dimensão, os vivos podem contactar os mortos. A autora ocultista Alice Bailey canalizando as mentiras de seu demônio, Mestre D.K., escreveu: ... a reencarnação é uma lei básica da natureza... a morte não existe.. a morte da forma física é um fator desprezível... e que é facilmente corrigido novamente por meio do processo do renascimento e de uma nova oportunidade."
Ou ele não terminou de ler o livro ou realmente não foi capaz de entender o verdadeiro significado desse diálogo, afinal, Lupin fala que os mortos que amamos se fazem presentes através das lembranças ou de características que se tem em comum com eles. Em nenhum momento Harry entrou em outra dimensão - tirando em Relíquias da Morte, né? - e viu o seu pai. Isso porque esses textos foram escritos antes do público tomar conhecimento das horcruxes. Imagina só o prato cheio que seria pra esse cara escrever um texto sobre uma magia negra que passa um pedaço da alma pra um objeto!
ENFIM, não é sobre isso que eu queria falar. Sim, eu praticamente comecei a ler com Harry Potter, no ensino fundamental. Uma amiga tinha pego emprestado os livros com uma prima, eu vi e me interessei. Meu pai então me comprou A Pedra Filosofal e pronto! Fez-se a mágica, uma semana depois estava eu insistindo pra ele me comprar A Câmara Secreta. Assim os anos foram passando, veio a emoção de esperar o lançamento dos livros seguintes, decepções com as adaptações pra cinema, leitura de traduções não-oficiais na internet e, finalmente, Harry Potter e as Relíquias da Morte.
Dizem que Harry Potter é literatura lixo, comercial, infantil, etc... mas e se for? Isso torna a história menos grandiosa e criativa? Cresci lendo e amando Harry Potter e não tenho vergonha de confessar e discutir com aqueles que não conhecem e criticam. E, valores satânicos? O personagem Harry Potter aprende que o mal se combate com laços de amor e confiança, que a força se encontra nos amigos e que a morte não é algo a se temer, é apenas uma etapa, sim é um valor bem cristão. Além do mais, quem é o vilão da história? Lord Voldemort, um homem cujo seu maior medo não é outra coisa senão a morte. Já Harry chega a todas as respostas que precisava quando aceita a morte - em Relíquias da Morte. Algo a se pensar melhor.